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HISTÓRIA PARA DORMIR · 4–8 ANOS

Mara e o jardim das sementes lunares

Uma história tranquila sobre uma semente prateada, um viajante lento e a coragem serena chamada paciência.

Ler a história
A coelhinha Mara encontra uma semente prateada brilhante ao lado de sua toca

A semente prateada

Todas as tardes, a coelhinha Mara fechava a porta redonda de sua toca antes da primeira estrela aparecer. Ela dobrava a capa verde, aquecia uma xícara de chá de trevo e desejava boa noite às flores sonolentas.

Naquela noite, ouviu uma batidinha no vaso antigo. Na terra havia uma semente prateada, brilhando como uma gota de luar. “Onde será o seu lar?”, Mara sussurrou.

A colina que vê a lua

Mara se lembrou do que a avó dizia: a colina redonda acima da floresta vê a lua por mais tempo do que qualquer outro lugar. Talvez a semente precisasse daquela luz calma.

Ela guardou a semente na bolsa âmbar, pegou um regador pequeno e um biscoito de aveia. “Vou levar você para onde a lua possa encontrá-la”, prometeu. Depois seguiu o caminho claro entre as samambaias.

Mara faz uma ponte de folha para ajudar um caracol a atravessar uma poça ao luar

Um viajante lento

A chuva havia deixado uma poça larga no caminho. Na margem, um pequeno caracol tentava chegar ao outro lado. Mara viu a nuvem se aproximando da lua e quis se apressar.

Então colocou uma folha grande sobre a água, como uma ponte, e esperou o caracol atravessar. “Os jardins despertam para quem abre espaço para alguém mais lento”, disse o caracol.

Um lugar tranquilo

Finalmente, Mara chegou à colina redonda. A grama se curvava ao vento e as janelas quentes das tocas brilhavam lá embaixo.

Mara cavou um buraco, aconchegou a semente na terra e derramou as últimas gotas do regador. Nesse instante, a nuvem cobriu a lua. O brilho prateado sumiu. A colina ficou silenciosa e escura.

Mara espera ao lado da semente lunar plantada em uma colina silenciosa

Ainda nada

Mara esperou. Pediu à semente que crescesse, cantarolou sua canção mais suave e aqueceu a terra com as patas. Nada aconteceu.

“Será que cheguei tarde demais?”, pensou. A grama farfalhou atrás dela. O caracol havia seguido o caminho. “Uma semente pode estar trabalhando mesmo quando não vemos”, explicou. “Alguns começos acontecem debaixo da terra.”

O presente de esperar

Mara se sentou ao lado do caracol. Ouviu uma coruja chamar, a grama tocar as pedras e sua própria respiração ficar lenta. Não precisava correr atrás da nuvem.

“Use todo o tempo que precisar”, disse à semente. Uma pontinha verde saiu da terra. Abriu duas folhas e ergueu um botão prateado. Mara sorriu e continuou em silêncio.

Mara e o caracol observam flores lunares brilhantes sob a lua cheia

A lua volta

A nuvem seguiu adiante. Um raio de lua tocou o botão prateado, que se abriu como um sino. Depois surgiram muitos outros. Logo, a colina ficou coberta de flores azul-prateadas, cada uma com uma pequena luz dourada.

O jardim não gritava nem brilhava forte demais. Sua luz mostrava aos viajantes noturnos as curvas do caminho e as pedras.

Um jardim para todos

Os vizinhos da floresta viram a luz de suas janelas. Mara deixou caminhos largos entre as flores para que até o visitante mais lento passeasse em segurança.

Antes do amanhecer, uma pétala macia caiu em sua bolsa. Mara a levou para casa e colocou ao lado da cama. Ao fechar os olhos, lembrou-se da semente, da ponte de folha e da colina tranquila. A bondade abriu espaço. A paciência ajudou algo pequeno a crescer.

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veja e aprenda

Palavras novas

semente lunaruma semente imaginária que cresce ao luar
paciênciacapacidade de esperar com calma
botãouma flor antes de se abrir
brilharemitir uma luz pequena e suave

pensem juntos

Converse depois da leitura

  1. Por que Mara ajudou o caracol mesmo estando com pressa?
  2. O que acontecia enquanto a semente parecia parada?
  3. Para quem ou para que você pode abrir um pouco de espaço amanhã?
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